As contas públicas e o governo Dilma

Nesse mês irei relatar um pouco sobre o que poderá acontecer se o governo Dilma não cortar realmente as despesas. Para termos uma ideia ao longo do governo Lula, o gasto público federal cresceu sempre acima da variação do PIB, em 2006 e 2009 foram as maiores diferenças, enquanto o PIB de 2006 ficava em 4%, os gastos anuais do governo variava em 10,8%, e para piorar em 2009, o PIB teve uma deflação ficando em torno de -0,6% enquanto os gastos variavam em 7,2%. Esses dados foram retirados da revista Exame de Janeiro de 2011. Então se os cortes forem pequenos nesta gestão, não haverá saída senão a de um aumento maior da taxa de juros básica do Banco Central. O necessário para equilibrar as contas, é um corte de 60 milhões de reais nas despesas da união, onde consequentemente as despesas representarão 17,8% do PIB, tendo um superávit primário de 3,1% do PIB, além de um equilíbrio de 12,5% da taxa de juros básica, findando uma economia de 22 bilhões de reais com juros da dívida. Aparentemente, pela ideia da presidente Dilma criar um núcleo de gestão para ajudar os ministros a estabelecer e executar metas de cortes dos gastos já foi uma grande iniciativa para se alcançar o êxito. Então agora é a hora de aguardar as ações e torcer para que a economia não volte a decrescer..

Coluna para o Jornal Cidadania de Antônio Prado - Edição Fevereiro de 2011.