A evolução do emprego

Neste mês falaremos sobre um assunto que está tendo duas visões totalmente distintas, a primeira da demanda das empresas por mão de obra e a segunda pelo dilema atual de baixa escolaridade. Estamos vivendo um ciclo de vida de desenvolvimento seguro, ou seja, uma prosperidade na economia brasileira e, por conseguinte sobrevivendo aos desequilíbrios da economia mundial de forma substancial e branda. É difícil de acreditar que estamos tirando a possibilidade de vários cidadãos brasileiros de empregar-se em alguma empresa, pois bem, é a mais pura realidade. O efeito do crescimento versus os requisitos mínimos para emprego está fazendo com que as empresas aumentem seu grau de exigência nas contratações, para exemplificarmos, profissionais que antes eram absorvidos normalmente pelo mercado para atividades que não exigiam escolaridade, como é o caso de motoristas, mecânicos, vendedores, etc, agora são desclassificados quando disputam essas vagas caso não possuam no mínimo um ensino médio completo. Segundo dados do IBGE de maio de 2011 referenciadas na Pesquisa Mensal de Emprego, a maioria dos 1,5 milhão de desempregados nas maiores regiões brasileiras não consegue colocar-se no mercado devido a não possuir o ensino médio. Com isso, não há mais como adiar os investimentos em educação básica e na formação técnica. A alternativa imediata é priorizar estudos de ações políticas para reverter esse cenário, pois não existe crescimento sem sustentação. Mesmo sabendo que as políticas de educação do ensino básico são de atribuição do município e dos estados, o governo federal não pode se omitir dessa responsabilidade. Municípios, estados e união devem juntos construir essa reformulação e consequentemente a ascensão e o dinamismo do nosso país. Para encerrar, acredito que cada vez será mais difícil ter um emprego quem estuda pouco...

Coluna para o Jornal Cidadania de Antônio Prado - Edição Junho de 2011.