As Eleições e a Educação

Num momento de decisões quanto aos próximos governantes do nosso país, devemos parar e refletir um pouco sobre o assunto "Educação no Brasil". Sem dúvida esse assunto deve ser uma prioridade para os novos eleitos, e estes necessitarão de propostas concretas para enfrentar as dificuldades e os obstáculos referentes à nossa educação. Atualmente o Brasil apresenta uma educação deficitária e algo precisa ser feito, não podemos mais admitir que candidatos falem sobre educação sem identificar como suas propostas serão realmente aplicadas, planejando a pequeno, médio e longo prazo. A maior dificuldade na região sul, segundo a Revista Nova Escola-Out/2010, é de fortalecer o ensino médio em que as taxas de evasão ainda são muito altas e os professores poucos preparados. Enquanto, que na região norte a demanda é universalizar o acesso à escola, levando a educação às regiões e comunidades mais isoladas da floresta Amazônica. Já na região nordeste o maior desafio é investir em Educação de Jovens e Adultos (EJA) para reduzir os índices de analfabetismo, os maiores do país. Sem dúvida os próximos governantes terão muitos desafios, mas todos nós temos que ter consciência que também temos uma missão a cumprir: fiscalizar as ações dos nossos governantes! Pouca gente sabe, mas a Emenda 29 da Constituição estabelecida em 1998 garante ao eleitor comum o acesso a qualquer documento público. Além disso, também determina que as Assembleias Legislativas tenham ouvidoria, registrem reclamações e informem seu andamento. No que diz respeito à Educação temos os Conselhos Municipais de Educação que são colegiados com o poder de decidir os rumos da educação de cada cidade. Em suma, devemos assumir nossa parcela de responsabilidade e lutar pelos nossos direitos - esse é o caminho para que a Educação seja uma prioridade e cresça constantemente independente de qualquer partido político e/ou governantes.

Coluna para o Jornal Cidadania de Antônio Prado - Edição Novembro de 2010.